"Vejo Dan entregar uma nota de vinte reais ao rapaz que o encara assustado após ter deixado as duas malas no chão, ao lado da cama. Dan deixa sua mala também no chão, e fecha a porta.


Eu me sento na cama e admiro o quarto. Suas paredes e o chão são de uma madeira escura, assim como os móveis rústicos. Há uma mesa de canto com um arranjo de lindas flores silvestres, cujo cheiro inunda o quarto, uma cama de casal com grossos cobertores, uma vez que mesmo com o aquecedor, a temperatura é baixa, e a chuva se torna mais forte novamente, fazendo barulho quando se choca contra o vidro da janela. Há ainda um guarda-roupa, e uma porta que leva ao banheiro. Não há nem mesmo uma televisão, talvez por as pessoas se interessarem mais em atividades, digamos, mais naturais.


Dan puxa as grossas cortinas acinzentadas cobrindo a janela, abafando os sons da tempestade. Eu me levanto, pegando a minha mala do chão. Mas antes que esvazie minhas coisas para guardá-las no guarda-roupa, ouço Dan me alertar:


__Deixe tudo na mala. Vamos passar pouco tempo e pode ser que precisemos sair rápido.


Então volto para a cama, deitando-me enrolada nas grossas colchas, virando-me de costas quando Dan se aproxima. No entanto, ele apenas pega um dos cobertores e se deita no chão. "

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