"Eu me surpreendo quando ultrapassamos a fronteira de uma grande cidade. Eu imaginava que continuaríamos a nos esconder em cidades cada vez menores, no entanto, sou recebida pelos anúncios nos outdoors, nos letreiros luminosos dispersos na noite. Hotéis, shoppings, arranha-céus. Tudo me parece agora uma realidade distante. Carros e motos passam zunindo por nós, algumas pessoas caminham pelas ruas rindo e se divertindo.


Quando passamos pelo engarrafamento, Dan começa a entrar em ruas mais escuras, indo ao que parece ser a periferia da cidade, uma cidade esquecida dentro de uma metrópole. Numa rua afastada, com chão de terra batida, na qual há apenas um posto de gasolina aparentemente abandonado, e um bar afastado, vejo Dan estacionar o carro. Ele veste o casaco que permanecia no banco de trás e abre a porta do carro.


__Eu tenho que falar com um conhecido. Ele deve ter algumas respostas. Se você ouvir qualquer barulho estranho ou qualquer movimentação é melhor você fugir. __Diz me entregando as chaves do carro e uma pasta de documentos. __Você pode ir para o Hotel Cruzeiro, nós passamos por ele no caminho, lá no centro, ou você pode pedir instruções a alguém, e eu fiz reservas.


__Mas... __Balbucio segurando as chaves do carro, trêmula, sem querer entender o que ele me pede. __Eu não sei dirigir e..."

Continua: http://quimera1.blogspot.com.br/2012/08/capitulo-13-executor_26.html