"Tamborilando meus dedos na mesa dobrável de madeira, me desculpo com a garçonete que me pergunta pela terceira vez se já farei o meu pedido. Aproveito e pergunto o horário, também pela terceira vez. Ainda não são oito horas da manhã, e faz apenas três horas que falei com Marcelo.


Protegida na sombra do guarda-sol adaptado à mesa, na parte externa da lanchonete, separada da rua por um cercado de madeira, admiro a praça principal da cidade à minha frente. A lanchonete está quase deserta, colorida com as decorações de Natal que brilham com a luz do sol. As portas da igreja se abrem para a praça, e o sino começa a tocar, anunciando o início da missa natalina. Os primeiros fiéis entram, idosos, crianças, adultos, homens e mulheres, todos irradiando felicidade.


Decido-me por chamar a garçonete, que parece entediada quando se aproxima novamente da minha mesa, talvez por pensar que eu vá apenas perguntar as horas, ou por estar usando um chapéu de papai Noel, no qual não parece confortável. Eu peço um café com leite, entregando o restante do dinheiro como pagamento. Agora me restam apenas um cartão telefônico com cinco unidades, a roupa do corpo e a esperança de que Marcelo apareça. "

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