Por Matthew Henry  Esta epístola está direcionada aos crentes em geral, aos que são estrangeiros em toda cidade ou país onde vivem e que estão espalhados por todas as nações. Eles devem atribuir a sua salvação ao amor eletivo do Pai, à redenção do Filho e à santificação do Espírito Santo; assim, buscam glorificar ao único Deus Trino, em cujo nome têm sido batizados. A esperança no vocabulário mundano refere-se somente a um bem incerto, porque todas as esperanças mundanas são instáveis, edificadas sobre areia, e as esperanças do céu que o mundano tem são conjecturas cegas e sem fundamentos. Porém, a esperança dos filhos do Deus vivo é uma esperança viva; não somente em relação ao seu objetivo, mas também em seu efeito. vivifica e consola em todas as angústias, capacita para enfrentar e superar todas as dificuldades. A misericórdia é a fonte de tudo isto, sim, grande misericórdia e misericórdia multiplicada. Esta bem fundamentada esperança de salvação é um princípio ativo e vivo de obediência na alma do crente. O motivo do gozo cristão é a memória da felicidade colocada diante dele. É incorruptível, não se acaba; é uma fortuna que não perde o seu valor. Também é incontaminada, o que representa a sua pureza e perfeição. Imarcescível, porque não é agradável somente às vezes, mas é sempre a mesma, nunca muda. Todas as possessões daqui estão manchadas com defeitos e falhas; ainda falta algo: casas lindas que têm tristes preocupações revolvendo-se em torno de seus tetos dourados e bem pintados; camas macias e mesas cheias, muitas vezes com corpos enfermos e estômagos doentes. Todas as possessões estão manchadas de pecados; seja ao obtê-las ou ao utilizá-las. Quão prontos estamos para fazer das coisas que temos ocasião e instrumento de pecado, e em pensar que não há liberdade nem deleite em seu uso, sem abusar delas! As possessões mundanas são incertas e acabam rapidamente como as flores e as plantas do campo. O que há de mais valioso, uma vez que está no melhor e mais elevado lugar, é o céu. Felizes são aqueles cujos corações são colocados nesta herança pelo Espírito Santo. Deus não somente dá graça ao seu povo, mas preserva-o para a glória. Cada um dos crentes sempre tem algo em que pode regozijar-se grandemente; isto é demonstrado em seus semblantes e em sua conduta. O Senhor não aflige por prazer, ainda que o seu sábio amor costume destinar provas agudas para mostrar o coração de seu povo e para fazer-lhes o bem ao final. O ouro não aumenta por ser provado no fogo, porém a fé se firma e se multiplica através das tribulações e aflições. O ouro deve perecer ao final e só pode comprar coisas que perecem, enquanto a prova de fé será para louvor, honra e glória. Isto deve nos reconciliar com as aflições presentes. Busquemos então crer na excelência de Cristo em si, e em seu amor para conosco; isto acenderá tal fogo em nosso coração, que o elevará em um sacrifício de amor para com Ele. A glória de Deus e a nossa própria felicidade estão tão unidas, que se agora buscarmos sinceramente a uma, obteremos a outra quando a alma já não estiver mais sujeita ao mal. A certeza desta esperança é como se os crentes já a houvessem recebido. 

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