Quem quer amar a Deus?
Quem quer ter a Deus como um Pai amoroso?
Quem quer ter a proteção permanente de Deus?
Quem quer ser consolado por Deus em todas as suas aflições e ser livrado delas?
Todas estas perguntas podem ser resumidas simplesmente na seguinte indagação:
Quem quer ser cristão? Ou mesmo, quem quer ser crente em Jesus Cristo? Porque é a mesma coisa.
O problema com o moderno Cristianismo, e já há muito tempo, na verdade, desde que se tornou a religião oficial do Império Romano no século IV, com Constantino, é que muitas coisas foram acrescentadas ao significado do que é ser um cristão.
Coisas estas que não encontram qualquer respaldo na Bíblia, e naquilo que Jesus e os seus apóstolos, por instrução do Espírito Santo, ordenaram para ser o modo de vida dos cristãos.
Aí realmente, por amor a Deus, e amizade a Ele, muitas barreiras têm que ser enfrentadas para se poder viver numa reunião de cristãos em determinado local.
Não vamos aqui enumerá-las para não ofender a consciência de ninguém, e também para não colocar mais um fardo nas costas de quem já se encontra sobrecarregado quanto à idéia do que seja realmente ser um cristão.
Em vez de falar das barreiras, vou citar algumas coisas que são ordenadas pela Bíblia, e portanto, aprovadas por Cristo, para serem vividas pelo cristão, enquanto cristão.
A primeira em ordem, é a adoração a Deus em espírito e em verdade, porque foi para este propósito principal que Ele nos criou.
Depois, sem seguir uma ordem sequencial de importância, podemos citar:
A santificação da vida pela prática da Palavra.
O amor ao próximo e até mesmo aos inimigos.
O exercício constante do perdão.
A proclamação do evangelho de Cristo, especialmente pelo oferecimento gratuito da Sua justiça divina para o perdão e remissão de todos os nossos pecados.
A prática constante da oração com intercessão por todas as pessoas, e com ações de graças.
A honra aos pais, às autoridades, aos mais velhos e a todos a quem a honra for devida.
O andar no Espírito Santo, debaixo do Seu poder, mover e instrução, praticando o bem.
Isto é o básico no viver de um cristão, crente, ou como queiram chamá-lo.
Veja que não há nada de formalidade nestas coisas. Não há rito, nem cerimônia. Não há dogmas. Não há dominação da fé por parte de ninguém
Afinal, amar e servir a Jesus não é nenhum jugo na presente dispensação da graça, que já dura cerca de dois milênios.
Os jugos são colocados e inventados pelo homem, mas nunca nos foram impostos por Deus.
Que não sejamos amigos de Deus, que não amemos a Deus, por qualquer outro motivo, mas nunca por pensarmos erroneamente que isto significa ter que abraçar uma determinada religião, e ainda ter que se sujeitar a práticas formais de cunho religioso que jamais passaram pela mente de Deus, que devêssemos viver sob elas para agradá-lo, desde que Jesus morreu naquela cruz carregando sobre Si os nossos pecados.
Amo e sou amigo de meus pais terrenos, e porque não seria amigo e não amaria o Pai de todos os pais?
Não amaria do mesmo modo a meus pais se não os conhecesse.
De igual modo, importa conhecermos a Deus como Ele realmente é, como se revela a nós na Bíblia, e não pelas muitas pálidas e incorretas maneiras que tentam descrevê-lo a nós, que não são apoiadas pela Sua Palavra, porque não correspondem de fato ao Seu caráter amoroso, justo, santo, bondoso e divino.
Jesus não veio fundar nenhuma religião específica, e nem sequer veio para dar continuidade ao Judaísmo.
Ele veio para nos libertar da escravidão ao pecado, para nos dar uma nova natureza, para fazer daqueles que crêem em seu nome, pessoas verdadeiramente amigas de Deus e que o amam acima de todas as coisas, dando provas disto no esforço que fazem para cumprirem todos os seus mandamentos quanto ao modo como devem viver neste mundo, especialmente no que se refere ao relacionamento de amor com os nossos semelhantes.