Primeiro a Provação, Depois a Bênção

30 de Outubro de 2012 Silvio Dutra Mensagens 1887

Nós vemos em Gênesis 15, que Deus em sua misericórdia, para manter o espírito de Abraão devidamente esclarecido quanto ao propósito de lhe dar uma descendência numerosa, lhe revelou que a promessa da herança da terra não se cumpriria logo, conforme Abraão poderia estar pensando, mas o povo que seria formado a partir dele ficaria encerrado numa terra estranha (o Egito) por quatrocentos anos, e que a terra prometida seria tomada com luta através de juízos sobre a iniquidade dos habitantes de Canaã, depois que o próprio povo que descenderia de Abraão fosse libertado da escravidão no Egito.
Deus revela assim de modo maravilhoso e assombroso, o Seu conhecimento e controle total sobre o futuro das coisas que tem determinado de acordo com o conselho da Sua santa vontade.
O que estava em realce não era, portanto o simples desejo de Abraão de ter uma descendência conforme lhe fora prometido, mas de Deus cumprir os seus elevados propósitos para fins determinados através dele.
Uma nação santa seria formada para habitar em Canaã.
É a redenção da humanidade que está em jogo, e não somente o fato de dar uma terra como promessa para ser habitada pela descendência de Abraão.
Mas cumpre destacar que Abraão teve que se esforçar e obedecer estritamente dentro das instruções que lhes foram dadas por Deus para que a revelação pudesse lhe chegar.
Com isto a sua fé foi colocada à prova, tanto na apresentação dos sacrifícios na forma estabelecida por Deus, como no tempo de espera, e na vigilância e diligência em afugentar as aves de rapina que vinham sobre os animais sacrificados na tentativa de arrebatá-los.
Com isto Abraão provou o seu interesse e fé na resposta que Deus lhe daria, e se tornou um grande exemplo para nós quanto à forma como devemos zelar sobre os nossos sacrifícios espirituais de fé, louvor, adoração, enquanto aguardamos as respostas que esperamos da parte do Senhor.
Devemos afugentar os pensamentos ou insinuações demoníacas que vêm sobre nós, tentando roubar a nossa devoção, vigilância, fé e oração, e continuarmos firmes na expectativa de que Deus trará a Sua revelação até nós, conforme aquilo que nos tem prometido.
A revelação foi feita diretamente ao espírito de Abraão, porque lhe veio da parte de Deus um sono profundo, para que a alma não interferisse em nada na revelação por uma possível distração com as coisas deste mundo.
Deus tem os seus meios sobrenaturais para se revelar a nós de forma que não tenhamos qualquer dúvida sobre a maneira da revelação, de sorte que saibamos que esta não nos veio por meio da carne nem do sangue, mas do Senhor que está no céu.
É importante observar que antes da alegria santa da revelação veio um profundo temor sobre a alma de Abraão, e houve densas trevas.
Isto traz um santo temor do Senhor e prepara a alma para as coisas elevadas do Espírito.
Deus geralmente primeiro fere e depois cura, de modo que a cura traz grande alegria, e lhe damos grande valor; geralmente primeiro humilha e abate e depois exalta, de modo que a nossa alegria e regozijo estejam nEle mesmo e no Seu poder, e nunca em nós mesmos e na nossa própria capacidade.
Logo, a alegria da descendência de Abraão em ocupar a terra prometida, seria antecedida por um período de escravidão numa terra estranha.
Assim as coisas que Abraão experimentou sob a forma de temores e densa escuridão, estavam de acordo com a revelação das coisas que também ocorreriam à sua descendência: primeiro experimentariam a cruz, e depois a coroa.
Assim os herdeiros do céu são primeiro estranhos e peregrinos na terra, numa terra que não é deles. Eles podem até mesmo experimentar servidão aos poderes deste mundo, mas numa servidão diferente dos cananitas, porque estes servem debaixo da maldição, mas os israelitas debaixo da bênção.
Por isso o que lhes está reservado não é condenação, como no caso dos cananitas, mas libertação e bênçãos.
Daí terem sido prometidas também as consolações que se seguiriam à tribulação no cativeiro no Egito, conforme Deus disse a Abraão:
“Sabe com certeza que a tua descendência será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos; sabe também que eu julgarei a nação a qual ela tem de servir; e depois sairá com muitos bens.”
A nação opressora seria julgada pelo Senhor, e efetivamente foi, com tudo o que lemos no livro de Êxodo, especialmente em relação à dez pragas, e morte do exército de faraó no Mar Vermelho, e os israelitas sairiam com muitos bens, como forma de compensação da exploração e opressão que haviam sofrido.
Abraão não veria o cumprimento destas coisas, mas Deus lhe prometeu que ele morreria em ditosa velhice e seria juntado aos seus pais em paz.
Mas fez uma aliança com ele de que certamente a sua descendência habitaria a terra de Canaã desde os termos do Egito até ao rio Eufrates.
A longanimidade de Deus aguardaria para julgar a impiedade dos cananitas por mais de quatrocentos anos, e isto porque há uma medida de iniquidade que faz com que os seus juízos sejam precipitados.
Nos dias de Abraão, eles não tinham atingido um nível de impiedade que demandasse a destruição deles, tal como o Senhor faria pouco tempo depois em Sodoma e Gomorra.
Disto, aprendemos que o passar dos séculos, quando não se tem o temor do Senhor e o devido apreço pela Sua Palavra, a tendência natural é que aqueles que são injustos se tornarão mais injustos ainda, nas gerações subsequentes.
É exatamente isto que tem ocorrido no mundo em que vivemos atualmente. O que temos visto é que o mundo está pronto, está amadurecido para o julgamento que o Senhor trará sobre toda a terra em razão do aumento crescente da iniquidade.
Assim como fez com Abraão, Ele já tem fixado o tempo em que Jesus voltará, e julgará a impiedade do mundo. Ele sabe exatamente o ano, o mês, o dia em que tal sucederá.


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