“Ele é maluco!”
“Pobrezinho!” “Não tem jeito para ele!”
Sua mãe estava grandemente preocupada com ele e pediu a duas pessoas que lhe prometessem que nunca o abandonariam, porque sabia, em razão do modo dele de ser instável emocionalmente, que todos o abandonariam e ele não suportaria ser encontrado em tal condição.
Verdade. Ele sofria de complexo de inferioridade e isto era agravado pela sua enorme dificuldade em se relacionar com outras pessoas e sustentar, por pequeno tempo que fosse, algum tipo de assunto.
Ele sofria com isto mas se sentia incapaz e inabilitado. Todos os seus esforços para melhorar davam em nada.
Até que um dia, Deus teve misericórdia dele e o salvou por meio da fé em Jesus Cristo.
Desde então passou a se gloriar somente no Senhor Jesus e na sua cruz, porque sabia que ninguém mais poderia amá-lo e aceitá-lo, sendo a pessoa tão complicada que ele era.
Assim como ele, há vários contingentes de pessoas em igual estado às quais Jesus tem amado incondicionalmente.
Se compadece deles porque são enfermos sociais.
Foram mal nascidos. Mal orientados.
Sofreram os mais diversos tipos de traumas na infância, e muitas vezes, desde o ventre.
Mas não são pobres coitados. Quem disse: “Pobrezinho!” estava errado.
Como poderia ser pobre tendo sido feito filho do Rei e Deus de todo o universo?
Que lhe perdoou todos os seus pecados e o isentou de toda culpa.
Que o recebeu em seus braços e que lhe tem ajudado a conviver consigo mesmo apesar de tudo o que pensam a seu respeito.
Silvio Dutra