Há chuva lá fora e aqui dentro resta-me a distração dos pensamentos vagos que me levam para outro lugar. O barulho dos trovões aqui dentro me da medo e resta-me essa terrível coragem diante de todos os meus sonhos incompreendidos. O silêncio dos meus pensamentos me traz de volta todas as lembranças que eu já havia esquecido. As vezes ouço o passar dos ventos e resta-me bastante força para continuar caminhando no sentido contrário. Os vidros da janela estão embaçados pelas gotas de chuva que escorrem lentamente, eu fico observando e resta-me um pouco de paciência para esperar o momento certo de fazer uma porção de coisas. Há chuva lá fora e aqui dentro resta-me essa capacidade de rir atoa, falar alto e cantar desafinadamente. Já anoiteceu faz tempo começo a esperar pelo dia seguinte ansiosamente, e que amanheça tudo bem, aguardo o silenciar das trovoavas para me colocar novamente nos trilhos e assim eu volto a minha busca constante pelo equilíbrio. As gostas de chuva iram secar, mas os vidros vão continuar embaçados, o frio vira e trará consigo a solidão e aqui dentro só resta-me a esperança de sentir, e se não houver mais sentimento? Tudo bem não tem problema, eu ainda consigo inventa-lo.