Após tantos erros e vacilos escolhi a solidão, ela não venho por livre e espontânea vontade, eu a chamei, eu a abracei tão forte, desejando com a mesma intenção que se deseja o amor. A solidão não é problema, para mim não, ela até me traz paz, me traz pensamentos e várias discussões e paranoias mentais, em que apenas eu consigo Me resolver, me julgar e concluir, aquilo que penso e quero. É uma oportunidade de poder refletir sobre tudo, descobrindo sobre o meu eu, desde as coisas mais banais e as mais importantes. A solidão até me deixa livre como se todas as vozes que me irritam e me consomem durante o dia e a noite, nunca houvessem existido. Agora eu gosto e prefiro estar sozinha, ouvir nenhuma música, e viajar no meu mundinho todo preto e branco. Tenho meu trabalho ao qual me faz esquecer tudo o que está ao meu redor, e descubro que de uma forma ou de outra não é o tempo que me conforta e sim a solidão. Por que já não preciso ficar lamentando perdas e chorando, não preciso inventar sobre estar bem ou não, não preciso dizer nada a ninguém, não preciso me preocupar, ou me importar, não tenho mais por que me machucar, por que escolhi ficar sozinha. A solidão faz com que eu me mais, não sobre beleza, por que é algo que estou ciente que não tenho, mais amar o meu eu, e minhas escolhas. Já não preciso e evito reparar nas pessoas, para a conhecer de diferentes ângulos, o superficial nunca me agradou tanto, quando não conseguia entender a felicidade ou a tristeza das pessoas que estavam no meu redor e me faziam feliz. A solidão me cai bem, me livra de explicações e pessoas, me livra de conversas e pessoas. Permite com que eu volte a observar as estrelas, na varanda a noite, e as pessoas desconhecidas também. Me permito e escolho a solidão por que ela para mim é extremamente necessária para mim viver bem, sozinha consigo me sentir mais.
Mas eu entendo que sozinha eu não estou, mas me encontro sozinha, tudo mudou principalmente meus sentimentos, pode ser que eu sinta falta, mas não irei voltar atrás, não irei me humilhar, implorar nada, ser boba já não é meu forte.
Eu apenas ando com ela ao meu lado, me guiando por várias estradas, sorrindo comigo, conversando comigo, espalhando minha loucura de me sentir só, e quem sabe assim, uma vez ou outra eu considere o fato de uma conversação estranha e intelectual com outro ser que pareça tanto fisicamente comigo.
E é assim que vou andando e cantando por ai para uma platéia imaginária, sorrindo e rodando. Deslizando meus pés no chão, até que alguém abra a porta, e me tire da minha amada.
A amada solidão.