Tenho visto as horas se arrastarem, a noite parece longa de vez em quando. Como quando as palavras se esvaem no ar, esperando que algo extraordinário aconteça.

A espera de um simples afago, com moletons acolchoados de superfície gelada, mas que com os instantes eternos se aquecem no calor do abraço.

A grande verdade é que precisamos de tão pouco para sobreviver. Mas esse "tão pouco" não se vende nas esquinas ou prateleiras. Esse "tão pouco" está nos lábios e braços de pessoas que cativam.

Não é preciso muito para aquietar uma alma apática que agoniza quieta no canto de uma sala. Um olhar apaziguador, uma presença marcante devolve a sede de sorrir.