Eis-me aqui, vivo e despedaçado. Pronto para mais uma vez tentar relatar o inarrável procrastinar que vai, volta e não me abandona; que tem morada certa; que está prontamente a minha disposição em toda e qualquer estação do ano.
É uma cicatriz que não se fecha. Uma boca que não abre um sorriso. Olhos que não dormem. Um cérebro que jamais descansara. Um corpo inerte em movimento. Um coração que não mais possui seu próprio coração.
Sentimentos ao avesso e estonteantemente confusos.
Com ironia vos certifico que tudo isso, singelamente, é mais uma falha tentativa de expressar o amor.