Sinto-me diferente, indiferente, sinto-me fria demais
a certos devaneios da vida terrena de algumas pessoas que me rodeiam.
Ao observa-las percebo que suas preocupações são minusculas e em alguns
casos até ridículas perante a todo o caos da vida, o que vejo são pessoas pequenas de mentes pequenas. Me parece até que algumas tem uma mente vasta porém vazia,
vejo pessoas sendo desperdiçadas por insistirem em viver na ignorância de não saber, de não querer o saber, isso é deveras revoltante, me revolto ao ver a vida ai na sua frente pedindo para ser vivida e
você a deixando passar como se ela fosse uma simples chuva de verão.
O Trem da vida e da longevidade passa, você o olha porém não o vê, porque está ocupado demais
vivendo ilusões mundanas, indo a lugares onde nada você irá ganhar a não ser o cansaço de nada ter feito de proveitoso. Ai um dia a idade chega, com a todo o seu peso, com toda a sua carga, tudo em cima de você que hoje não já não é mais jovem, é uma metade de pessoa, seus planos se foram, as chances se escaparam da sua mão como pássaros assustados, seu corpo grita em dores os seus anos de juventude jogados fora e a sua mente, a sua mente, coitada dela, é a mais afetada em tudo, pois nela não habita nada, nem um conhecimento, nem uma boa história de vencedor, nem um amor de verdade, nela só jaz lembranças pesadas, carregadas de arrependimentos, mesmo que você não admita, mais você sabe que eu seu interior o que mais lhe atormenta são os arrependimentos.