Sentimentos

08 de Setembro de 2013 Elias Lima Pensamentos 1751


Meus sentimentos às vezes têm que ter limites
Se não me vigio, sou escravo deles e me perco dentro de mim,
Dentro de minha escuridão, na qual padeço no meu próprio inferno
Não é fácil pra mim, não é fácil existir.

Consciente, cai no abismo de dores que há em mim
E me perdi nas infinitas dores que já sofri
Estava morrendo?
Creio que sim.

Crises são prévias da morte, um aviso:
Você está morrendo, renasça, viva. Não morra!

Mais da metade da minha consciência estava nas minhas sombras
E uma camada bem fina dela tentava a toda dor e desespero suportar estes fantasmas do passado e os tormentos do presente.
Não existe morte pior do que a morte viva.
Não há loucura pior do que a loucura consciente.
Nesse momento você está só.
Só você e a sua escuridão.
Tudo é dor, desespero e morte.
Obsessão.

Mas noto que não estou só.
Estamos todos doentes e mortos, por dentro.
Viver é sinônimo de doença, pois a nossa existência não suporta mais o peso da realidade.

Ódio por ódio,
Raiva por raiva,
Inimizade por inimizade,
Não entendi nada disso,
Nunca quis entender a maldade por maldade.

Qual o prazer de ver o outro sofrer?
O que se ganha com tudo isso?

Seguindo meus ideais,
Então eu amo por amor,
Sonho para me refugiar de toda essa dor,
De quem não suporta totalmente tamanha crueldade nessa realidade assombrosa.

A vida,
Sendo só uma concessão do tempo,
Por vezes nos mostra a real face do mundo.
E ingênuo e esperançoso que sou,
Me assusto e choro sempre sem entender.
Por que?
Só ouço a dor dizer: “você tem que esquecer para sobreviver...”

A memória é uma verdade passageira.
Nos liga em nossa história nos mostrando tudo aquilo que não queríamos ver. Aquilo que não queremos sentir.
Aquilo que não esperávamos ser...

E a loucura passeia lentamente nas nossas mentes doentes em “ter”, sempre “ter”. Não queremos mais “ser”.
Queremos sempre mais “ter”, “ter” e “ter”...

E essa frieza castiga os corações mais puros, tortura os sonhadores.
Arrasta a fé para longe dos esperançosos.

Porque a Terra não para de girar e o dinheiro não pode parar de correr..
Ah, não pode..

E eu olho pra tudo e me pergunto: Por quê?
Se o amanhã pode não vir a ser?
E a morte pode chegar silenciosa, sem ninguém perceber?

Eu vejo uma multidão caminhando em seu percurso solitário, escuro e frio.
E sempre sorrindo nas fotos.
Sempre gritando por dentro em seu vazio...

Então eu me iludo com prazer. Perco-me em meus devaneios loucos, irreais, em meus desejos insanos de um mundo perfeito, sem dor e desespero.
Sem nenhum sofrimento..
Agarro-me à fortaleza das minhas virtudes, no prazer sonhador de quem vive lá na lua e não quer descer.

Chego a ver beleza até nos meus defeitos,
E já não me castigo por isso,
Não mais..

E eu caminho em silêncio.
O pensamento lá no abismo,
Tentando encontrar alguma razão em tudo isso,
Uma explicação sequer..
E o silêncio é acordado através das ondas que beijam congeladamente em meus pés tão cansados de andar por este mundo, me perdendo em medos, em dores, perdendo a ilusão que a fé nos traz quando não dá mais pra adiar o sofrer..
Mas não me perdendo,
Não mais..

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Cópia, distribuição e execução são autorizadas desde que citados os créditos.

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