Pelo bem ou pelo mal, ache bom ou ruim, para quem quase repetiu a série ou foi o primeiro da turma, uma coisa é fato: você vai precisar da matemática pelo resto da vida.

Seja pra saber quanto de fermento é preciso pra fazer um bolo, ou pra saber quanto tempo vai demorar pra chegar no trabalho se você acordar 10 minutos mais tarde e, por isso, sair de casa quando o trânsito já começa a ficar caótico, ou pra saber quando começa o período fértil, pra rachar a conta do bar, pra rachar a cabeça com a conta no final do mês.

O monstro do ensino fundamental vai estar sempre fungando em seu cangote.

Até mesmo sem perceber, a vida é o que fazemos dela, permeados por uma série de incógnitas. A gente se entrega às probabilidades e nada fica ao acaso. Alguns se diminuem, outros se somam e algum tempo depois, se multiplicam.

E no final das contas, os números podem fazer birra e não fazerem nenhum sentido. Como pode dois ser igual a menos um? Isso nunca vai dar certo. Um não pode anular o outro. É ilógico até mesmo para a matemática.

Mas ela nos dá licença diante de toda a sua condição de ciência exata indiscutível, abrindo uma exceção pra essa equação que faz todo o sentido para quem conhece o verdadeiro significado do que os números jamais serão capazes de explicar. Quando tudo parecer perdido, quando todo o resto for dividido, quando não restarem nem x, nem y desconhecidos, desafiando todos os teoremas, o ser humano finalmente percebe que dois pode ser igual a um.

É o fim da questão e o início da história.