Um dia...

01 de Outubro de 2013 MaryPrincess88 Pensamentos 377

Um dia, por lei, nos encontraremos.
Perdidos de nós, daquilo que ansiosamente projetávamos.
Deslocados, no vai-e-vem das crianças correndo com bambolês, cheias das esperanças que jogamos fora.
O tédio passou seus braços em volta dos meus ombros, me felicitando. Os pés estavam no chão, a cabeça pensando com o coração, embora saibamos que essa conotação nos prende a crer nessa máxima mimada de que o coração pensa, sendo que a cabeça toma todas as decisões e por vezes se agarra a essa ilusão boba de que a vida é um filme e tudo vai terminar bem no final.
Sujeitos a alterações de última hora, não lidamos com a pressão, com a quietude da estabilidade. Queremos emoções, um passo além do horizonte. Temos nossa estrela e queremos uma constelação inteira a nosso dispor. Nosso gramado está verde, podendo estar mais porque o do vizinho está.
São pequenas manifestações que me fazem lembrar que essa saudade de você me mata todo dia aos poucos. Ciúmes. Paranoia. Admito que não posso sorrir.
Força de vontade do orgulho para fora. Cama vazia. Todo o tempo do mundo. Tão grande, tão pequenininho, apertado demais para aceitar minha presença.
Se estarei refletida no seu olhar, eterna dúvida, junto a todas que minha confusa mente carrega. Um sim a mais uma noite sem sono. Sim, não, tão certo de ter uma resposta concreta ou nem mais.
Um dia você não vai poder se esconder dentre as desculpas esfarrapadas para desviar a atenção.
Um dia a vida vai te colocar contra a parede, você vai ter que encarar os desafios, os medos referentes à intensidade do seu desejo mais profundo. Não esconda, é pior.
Na tristeza, chame por mim. Estarei por perto, impotente na maioria das vezes, mas nunca vou desistir de você. Digo que sim, por dizer. Adequado seria não dizer nada, a fim de não me equivocar mais para frente.
Talvez eu devesse ser mais humilde e não exigir de você a perfeição que eu nunca alcancei. Busquei mais do que qualquer coisa. Ser a melhor. Ser.
Hoje, sem me prolongar inutilmente, eu queria ser sua, saber quando nós deixamos de lado toda aquela alegria do início para enterrar nossas juras nesse afiado passado que nem você, muito menos eu estamos prontos para superarmos. Sim, nós tentamos tanto, eu sei que você se esforçou, mas erramos de novo.
Implicando com o tal do destino que de você me aproximou para incitar as grandes escolhas, brincar com o fogo, me queimar e me mostrar disposta ao que estiver oferecido.
O que mais posso fazer para entender que não é amor? Ou que se for, eu já perdi o controle?
Por que mais perguntas do que respostas?
Por que você e não outro?
Por que você?
Por que te escrever, conquanto a vergonha me dome a pensar mais do que falar, para não me sentir textualmente bêbada?
Compadecida de mim mesma?
Um dia eu hei de aprender a amar verdadeiramente. Por enquanto eu finjo que sei e você mente dizendo que me tirou do seu coração.

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