Eu acredito, sinceramente, vindo do fundo do meu coração, que o momento é propício a um texto. Há tempos não alivio o fardo do meu coração em palavras, e sinto que agora isso se faz uma necessidade. Talvez o filme que em pouco tempo terminei de assistir (O discurso do Rei, para quem se interessar), talvez a festa a qual desisti de ir, talvez a vida a qual levo.Por um singelo momento, deixo que os dedos percorram o teclado em busca das letras, que juntas formarão palavras e de uma forma metalinguística, revelarão meus profundos sentimentos - ou apenas aquilo a que deixarei sair.A descoberta do si próprio. Tema frequente em poesias de Drummond, de Fernando Pessoa (meu xará de segundo nome) e também creio eu dos vários pensamentos de adolescentes à solta pelo mundo.O vasto território físico que limita o planeta Terra é ainda mais vasto culturalmente e sociologicamente, em suas pequenas considerações pessoas e inter-regionais. E mais vasto ainda em suas concepções sentimentais.O peito dói. De verdade, sem ser uma metáfora. Talvez seja o refrigerante em excesso, ou a posição em que me encontrei faz pouco tempo ou até mesmo a emoção. Realmente, não sei.Apenas sei que há uma incógnita. Algo ainda não revelado, não descoberto, pairando sombrio à minha essência. Prestes - talvez nem tão prestes - a ser revelado. Não sei o que sentir e com isso, sinto tudo ao mesmo tempo.Só sei que a ignorância é uma benção, uma singela e maravilhosa benção. A benção de não saber, de não pensar e, obviamente, de não viver. A vida é um emaranhado complexo de coisas, as quais muitas são intangíveis ao homem e apenas o ignorante pode sobrevivê-la sem sequelas.Não digo isso maldizendo a vida, ou limitando meu texto a uma forma de depressão adolescente. Apenas escrevo o que me vem a mente conforme penso, e sei que penso muito, sobre muitas coisas.Um brinde à ignorância, eu clamo! Mas um brinde ao pensamento! E um mais, à vida! E, por último, a todas as coisas que fazem parte do emaranhado complexo que é a vida!