Tantas mortes ocorreram aqui,
Que já não sei mais o significado da palavra “medo”,
A você irei dar-lhe a minha palavra,
De que jamais retornarei.

O que irá mudar?
Nove reinos, tomados por milhares de demônios,
Nove reis, possuídos pela ambição,
A mesma ambição que os leva a loucura,
Nada em você irá satisfaze-los,
Nove Reinos, em chamas,
Nove reis, loucos,
Pessoas em fuga.

Não sentimos medo, de forma alguma,
Mortes nos ensinaram, o quão inútil é a vida,
Vimos jovens construírem uma vida digna,
Uma hora riam, e em outra seus sorrisos estavam no chão,
Acompanhados de sangue.

Prometemos a quem amamos, que nós retornaríamos,
Mas mentiras precisam ser ditas.

Deitado em meio a tanto sangue,
Finjo que estou morto,
E o céu tão claro, como a escuridão em meus olhos,
O cheiro de carne morta, me faz lembrar da vida,
E o som dos corvos, me faz ver o quão inútil foi,
Aqui espero a minha resposta, de como será o final.

Esta Resposta, talvez nunca descobrirei,
Este Final, está para começar.

Nada irá deter esta coisa em mim,
Nada mudará se eu ainda não estiver aqui,
Pelo que eu estou vivendo?
O que ganharei no final?
Uma bela morte? Ou uma bela morte de merda?
Talvez apenas uma morte.

Rasteje-se pela sua vontade de viver,
Viva como quiser, faça o que quiser,
Reclame, festeje, alegre-se, entristeça,
Perca, ganhe, ria, chore, viva ou morra
Questione sua existência, viva com suas dúvidas, e morra com elas,
Afinal este é o sentido da vida, ou não.

Em pé em meio a tanto sangue,
Posso ver o quão inútil foram a morte de todos aqui,
E o céu tão escuro, tão diferente de como eu imaginava,
O cheiro da carne morta, me fazendo rir,
E o som dos corvos, fazendo-me por a espada em minha garganta,
Sinto que adquiri a minha resposta.

Esta Resposta, é incerta porém libertadora,
Este Final, Começou.