Há uma ciência por trás do abraço. Dizem que o abraço pode ser com um braço, ou dois. Suave, ou super apertado e com um cafunézim nas costas. A verdade é que o abraço, pra poder realmente haver a troca de enzimas e de energia, ele precisa ser curto e forte. Não forte o suficiente pra deixar a outra pessoa sem respirar. Ele precisa ser forte pra mostrar que tem alguém do outro lado, alguém que se importa com você o suficiente pra doar um pouco da energia existente nele e transportar pra dentro de você. E curto o suficiente pra alguém sentir o seu cheiro e o calor do seu corpo.Um abraço não precisa de datas especiais, ele precisa ser especial por natureza. Seja quem for, e pode até ser clichê, mas o abraço pode falar coisas que não são vistas com olhares e não são ouvidas com palavras.
Existem abraços apaixonados - que a regra do “quebra-costela” não funciona. Existe o abraço engraçado, que quando você recebe um desses você fica até meio tonto de tanto balançar de um lado para outro. Existe o abraço triste, que você não consegue soltar a pessoa até ter certeza de que ela está pelo menos 1% mais feliz. O abraço deixa rastros, como o cheiro e o calor. Eu consigo abraçar uma pessoa e dizer quem ela é, somente pelo seu cheiro e pelo tipo do seu abraço. Depois de um certo tempo a gente nem percebe mais, mas o abraço vai se modificando. Ele deixa de ser tímido, pra ser apaixonado. Ele deixa de ser apaixonado e vira um abraço de cumplicidade. Certas vezes ele vira um abraço que nunca mais gostaríamos de receber, mas depois percebemos que a única coisa que queremos é nos agarrar e não nos soltar nunca mais.Mas a realidade é que não importa o tipo, o tempo e a ocasião, ele sempre será o mesmo abraço. O melhor abraço do mundo.