A possibilidade de nadar contra a corrente me afoga.
És um rio violento que me arrasta com tuas águas e lança-me no mar
e eu como tão pequeno que sou diante do teu furor,
esqueço-me de lutar e sou tragado para o teu ventre.

Lá desacordado,
já não sei quem sou,
se rio
ou seja lá quem for.

Quisera eu ser o mar,
Pois me levantaria em tormenta sobre ti.
Mas,
como não sou,
me entrego.

E mais uma vez segue vitorioso sobre mim,
Um pobre pássaro que admira em ti o reflexo de minha alegria.