E quem continuará a matar nossos “ídolos”?
Após muito ler na “imprensa” burguesa sobre a morte de Amy. Após me recordar de tantas outras mortes ou quase mortes entre nossos ícones imortais resolvi escrever sobre, pois não acho justo esses tablóides ridículos focar o caso Amy com um resumo de seis letras; D-R-O-G-A-S.
“O culpado é sempre o ser inanimado.”
Como Kurt, Jim, Jimi, Janis etc. Quem matou Amy foi a indústria fonográfica.
Estava claro para Cobain que o Nevermind era um vôo a qual ele só podia cair onde jurou nunca pisar; O Pop. Morrison já estava escrevendo sobre a vida que não tinha, Janis assistiu as revistas ditarem seu eu e Hendrix? Ele se perguntou se poderia algum dia derrubar sua própria fama. Amy, como os supra-citados, era mais um fantoche de uma máquina que transforma tudo em consumo, gira capital e destroem vidas.
Você realmente acredita que no lugar deles faria diferente? Como faria se não pudesse viver sua vida? Poderia você viver como um personagem? E os relacionamentos?
Pense, você acorda, pega o jornal e descobre ali na primeira página que seu companheiro lhe abandonou, ai você liga; “Oi amor, você terminou comigo?”
Infelizmente a música é para poucos. O Pop de hoje não é música, é apenas um fantoche cada vez mais polêmico e digno de pena, o que faria se fosse você?
Amy era uma puta cantora e compositora, Sarah Vaughan diria; “Diva!” Porém não venderia necas se não fosse tão polêmica, somos demasiado demagogos e julgamos vidas sem nos esforçarmos em enxergar o lógico contexto; A “imprensa” burguesa vende uma imagem para nós e depois nos a tira com uma mensagem de moral; “Não use drogas.”

Miguel Angelo Sena Da Silva Junior
AUXILIAR/TÉCNICO DE ENFERMAGEM (IAMSPE)
COREM-SP 037.963