Há quem diga que idiotas não amam ou que são diferentes. Há quem diga que a diferença é normal, e que a normalidade não é uma loucura. Talvez minha lucidez me impeça de ser normal, ou talvez eu seja normal por ser louca. Louca, porque me entrego intensamente a todas oportunidades que a vida me dá, porque experimento todos os caminhos que possam ser seguidos até chegar ao meu destino. Louca, porque cometo erros, porque respiro e sou humana. Louca, por tentar provar que a terra não é quadrada, por não aceitar tudo o que a igreja diz, por não querer seguir a norma padrão. Sou louca por amar demais, por me preocupar demais, por querer demais. Louca, porque tudo em excesso faz mal, e porque tudo o que faz mal, de certa forma, nos leva a loucura. Loucura mesmo é ser quem somos, é levantar da cama todos os dias mesmo sem motivos, é se dedicar tanto a alguém e não ter tempo para si mesmo, é não perder a fé quando não se tem no que acreditar. Mas lembro de ter lido em algum lugar, que os loucos são os únicos que não precisam usar máscaras para serem felizes.