Há um sentimento em mim que perturba minha consciência e corpo tornando me previsível e monótono. Caminhei demais a procura das verdades e a cada resposta, ainda mesmo que duvidosas, surgiram novas perguntas. Meus passos já não me levam para lugar nenhum, já não sinto o prazer que antes almejava, tudo que conheci caiu por terra e o que tanto procurava afastou-se mais. Hoje, há uma vazio, um espeço que não pode ser preenchido, as flechas que acertaram-me foram tão incertas que ao invés de encher meu coração de vida fez cada gota de sangue esvair, matando-me por dentro. Os que tanto amei jamais saberão o tanto que sofri, mas as mascaras que hoje carrego escondem as profundas cicatrizes da minha alma. Tudo que era verdade durava menos que vontade pelo prazer, duravam apenas a satisfação de quem desejava algo ‘apenas’ enquanto eu almejava algo ‘mais’. Hoje me cobro, retorço, invento, tento, mas estou acorrentado pelo passado marcado em brasa, já não sei se vou ou se fico, já não sei qual direção tomar, cada peça que movo leva-me ao check mate. O problema de cair e levantar é ficar mais forte, essa força nem sempre é para o bem, ser forte demais não faz resistir até mesmo ao que queremos, as vezes o que me torna diferente acaba me fazendo parecer igual, no fim só existe um abismo e a vontade de pular, isso pode levar a liberdade ao até mesmo a morte.