Vou dizer que te amo pouco, quase nada, mesmo te amando mais que tudo, inclusive mais do que a mim mesmo. Vou dizer que odeio teu cheiro, mas te esconder o fato que às vezes respiro fundo perto de você, só pra eu senti-lo. Vou falar uma, duas, três vezes que acho seu sorriso feio, que seus dentes são tortos e que seus lábios são demasiadamente finos, mas nunca, nunca mesmo, saberá que todas as minhas piadas, e brincadeiras sem sentido, tem por intuito vê-la sorrir. Não é orgulho, é amor mesmo. Tropeçou em minha vida, e foi extremamente fácil me acostumar com ele. Mas hoje eu acordei diferente, enxergando o que antes não via. Estou compromissado em me tornar extremamente feliz, sem ressentimentos, sem ilusões desnecessárias, distante da sua falta de intensidade, distante da nossa história que nem chegou a desabrochar, distante de você, de nós, distante... Sem magoa. Comigo, apenas um sorriso convidativo de quem se ama.