Se a vontade de Deus fosse aceita e feita no mundo, haveria nele uma harmonia perfeita. Mas como isto não é feito voluntariamente em razão da natureza terrena que não está sujeita à vontade de Deus e nem mesmo pode estar, então Ele fará com que todas as coisas cooperem juntamente para o cumprimento da Sua vontade, sejam agradáveis ou não agradáveis. Ele fará aquilo que tiver que ser feito. Assim se Paulo deve ser entregue nas mãos dos gentios, foi pela vontade de Deus que isto ocorreu, de modo que a Paulo foi revelado pelo Espírito as cadeias e tribulações que lhe aguardavam. E assim não havia nenhuma desarmonia nisto. Mas, na aflição de toda pessoa há uma desarmonia entre o que se passa em suas mentes e a inclinação natural delas.A situação adversa traz a cruz à pessoa e esta não responderá harmoniosamente a isto. Quando a divina providência traz a provação a vontade do homem vai de um modo e a situação vai de outro, e a vontade puxa para cima, e a situação puxa para baixo, e assim vão em sentidos contrários. E é justamente nisto que consiste a aflição. É esta desarmonia produzida pela aflição que nos exercita no estado de provação, no qual somos chamados a confiar em Deus, enquanto caminhamos por fé, não através de visão, e temos que se aquietar e se ajustar à vontade e propósito de Deus, e não insistirmos que a situação devesse estar de acordo com o que estabelecemos em nossa mente.