Quando vem a brisa das montanhas

Nos mistérios desses perfumes puros

Oceano de sonhos, a tua lembrança

Como aqueles momentos marcantes

Que insistem em viver pra sempre


Tal voz que escoa da alma

O fértil mar de tantos odores

Como chuvas transportadas na saudade

No sopro que deu vida ao barro

Um momento que ressoa a vida


Assim meus odres se enchem

Não com coisas sem sentidos

Mas num soprar de velas de naus

Por dentro as brasas se acendem

E a fria alma se aquece e resplandece....


Clavio Juvenal Jacinto