As aguas impetuosas desse mar

Onde navios sem rumo se afundam

Sandalias perdidas flutuam

Ondas que lapidam as pedras

Aguas que removem a areia


Se distante, a linha do horizonte

Esconde as ilhas e todos os montes

Adormecido nos cais feridos

Eu e meus sonhos amarrados

Cantamos as odes desse momento alado


Os sulcos dessa terra infértil

Um pedaço do deserto sem flores

O vento das praias do Açores

Eu mesmo meditando a vida

chorando em cima das pedras feridas...



Clavio J. Jacinto