Morte

21 de Agosto de 2011 Talaris Poesias 389

O reluzente do Cano,
Uma Bala que por engano,
Meu Pescoço vem atravessar.

Poderia ser qualquer Dia;
Mas não nessa Fantasia;
Com a qual só posso sonhar.

Sem Alma ou Coração,
De qualquer Lado ou Nação,
Volto eu a me enterrar.

Eis o Sonho que não se sonha,
Minha Felicidade mais tristonha.
Não há nada para desamparar.

No Vazio do Escuro,
Só encontro o que procuro;
Uma Morte a me consolar.

Mas então houve seu Rosto,
Num Paraíso sobreposto.
Um Amor a se eternalizar.

Logo após o Desespero,
Como da Comida o Tempero,
Do Nada veio Você me salvar.

A falsa Harmonia,
De seu Sorriso num belo Dia.
Sem Tempo pra incomodar.

Agora a falsa Sinceridade,
Honesta, fora da Realidade.
Sonho que não pode acabar.

Morte de um Surto;
Perfeita por um minuto;
Eterna do Olho sem Olhar.

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Cópia, distribuição e execução são autorizadas desde que citados os créditos.

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