Socos em muros de pedras secas
placas de metal soltas, sobre meus pés,
esquecendo as coisas e ganhando forças
para amortecer as dores de dentro.

Sigo, olho ao redor, e nada
porque a gente não sabe o começo
e os fins de tudo, onde termina
não sou o roteirista.

Conclusão: eu sangro.
sobreviver aos próprios meios
e nesta estrada vou aprendendo
Me mantendo detendo na própria sela.

Disfarço, sorrio, olho pra você
mas o grande teatro é encenado,
e nesse palco da vida não sabem
que eu choro nos camarins.

Caindo nos meus pedestais,
sedento pela água que não seca.
Míseras três horas da manhã,
afogo no lamento das láguimas.

Reflito, deito, e durmo
o melhor a se fazer muitas vezes
e o acordar é uma dádiva,
as vezes pode ser pesar.