Foge a imagem do paraiso

Entre as rugas desse inverno rigoroso

O triste choro da semente sepultada

A nuvem escura e as aguas do firmamento


Foge os aromas dessas estações

Os fetos entrelaçados em embriões

A areia da ampulheta e o sopro das praias

O sussurro dessa brisa sinusosa


Foge e vai pra sempre embora

Meu sonhos emborrachados

Como petalas de flores artificiais

Fogem com o vento nos cais


E, quando estiverem bem longe

Meus sonhos sonhando, que voltam

No mar e nas ilhas despertam

Navegar de volta pra mim


Dentro do coração, retornam

Meus sonhos que ontem se foram

Agora que pra mim retornaram

Não são mais sonhos, são realidades etéreas


CJJ