Se te vejo, desejo
é porque reconheço, e padeço
o meu caminho, único
para mim, que está fora.


Ternura eterna, amor
o transe que me arrasta, meu corpo exala
não é algo negável, me devolva a mim mesmo.

Impulsiva, compulsivo
juro a dança cósmica, juro a dor absoluta
te entrego o caminho único, envergando a minha coluna
com essa febre absurda do medo, ponho cada osso no lugar.

Conto sua história, garotinha, nos meus ombros
Conto sua história, menininho, nas minhas pernas
aborrecidos, trêmulas.

Confunda minha fala com a sua. Confunda meu ego com minha ponte.

Seu corpo é a curva certa/O mar está próximo.