Ao despertar de um sonho
(de William Adriano)

Desperto de um onírico desespero
Espasmódico perante o trono da dor
Foi ai que me vi liberto de correntes
Que me atavam à minha ignorância

Pensamentos moribundos
Que já não me perturbavam

Desesperos camuflados
Que padeceram ao ver a luz

Essa passividade tão inerte
Que agora abalada acabou-se

Ao brado de um estrondo matinal
Despertando de um sonho caótico
Disforme, insípido e indefinível

Pairei meus olhos sobre minha mesa
Que iluminada pelo sol da manhã
Convidativa, me chamava à inspiração


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