Não gosto do poema técnico.
Gosto do poema sentimento;
da dissertação do momento
que o poeta passa,
embaralhando-se pela vida.

Não gosto do poema mente.
Gosto do poema alma.
Gosto do momento
que um poema acalma,
acendendo uma luz
para o desconhecimento.

Gosto do poema nuvem,
que faz o povo olhar para o céu.
Gosto do poema vento,
porque refresca a mente do povo,
mesmo por um momento.

Não gosto do poema forçado.
Desses que é obrigado
a conhecer sobre “estrutura”.
Gosto do poema sem altura,
sem largura e sem censura.

A.J. Cardiais
15.11.2013