Sempre rimei intelectualidade
com marginalidade,
sem me preocupar
com a diferença de “identidade”.
Procurei sim, a sonoridade.

Sempre gostei
das flores do campo,
mas muito abusei
das flores da cidade.

Eu, na minha mocidade,
nunca sonhei...
Eu vivi o sonho.
Hoje, com toda minha idade,
só vivo no sonho.

A.J. Cardiais
29.01.2011