Vejo um retrato mórbido na parede
Algo me corrói e gela a alma
O quadro parece querer que eu o adentre
Desvio meu olhar,mas não adianta
Tenho uma pedra em meu estomago
Não consigo sair deste sofá
Procuro um controle,mas não encontro
Fico torcendo para que alguém chegue
Quem sabe o telefone toque
Ah um peso em meus ombros e a caneta treme
Não sei o que estou lendo nesta folha
Minha cabeça pesa e parece vazia
A janela é translucida,isso não me conforta
O ponteiro dos minutos parece parado
A angustia me atinge com farpas...
Mas isso é meu coração que dói
Meu anjo protetor esqueceu de mim
Estou só,ainda me resta rezar
Elevo meus olhos
Uma porta bate...
E eu...
Acordo!