Um jogador (Saliva ácida)

13 de Outubro de 2011 EDUARDO NEGS CASTRO Poesias 512

Sou um sujeito um tanto macambúzio,
Tal qual Dostoievski em São Petersburgo,
Misantropo, ando buscando refúgio
Das bombas que zombam, julgando-me surdo.

Não sou um poeta, nem anjo, nem augusto,
Talvez um neurótico, da paz um viúvo,
Um rude pateta, sem meta e com susto,
Um mero protótipo de lobo sem uivo.

Babando, raivoso, saliva ácida,
Dos cantos da boca sombria e flácida,
Eu te agrido com palavras ásperas.

Olhando, nervoso, com gestos grotescos,
Te insulto e descubro o meu parentescos
Com as lesmas nojentas, cobras e baratas.


Agosto/1998


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