De corpo e alma

08 de Novembro de 2011 William Adriano Poesias 423

De corpo e alma
(de William Adriano)

Encontro o equilíbrio na fragilidade deste meu corpo corruptível
E assumo o chamado da alma que tanto escuto em meu interior
Deixo me levar pelo som do leve vento que me leva adentro

Derrubados velhos ditos que antes eu tinha como ídolos
Ressurgem nas margens do lodo do meu seco pranto
Brotos de um canteiro de esperança que florirão

Com um olhar calmo e compassivo
Vejo o esterco dos meus preconceitos
Adubarem a mata ansiosamente virgem

Que aguarda o surgimento de cada verso
Pois outrora um terreno árido e infecundo
Agora cada linha gesta o feto da inspiração

Corpo e alma por cada linha cada verso e prosa
Encontrando equilíbrio no sentido de cada sã ideia
Mesmo que abstratas no quesito de tal compreensão

Vejo então renascer os antigos sonhos que adormeciam
Na calada da noite destes mudos lábios que não solfejavam
Uma antiga melodia esquecida nas lacunas da ausência da fé


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