Ainda sobrevivo, mas estes mundos que

arrastam- me hão de vencer- me.



Contrária eu sigo numa guerra sangrenta

em busca de vitórias que me são devidas.



Gosto de veneno ácido destroçam

órgãos que lutam comigo e cravam bandeiras.



O retorno é a batalha mais árdua,

num terreno árido enfrento meu pior inimigo.



Algoz de mim mesma, rasga minhas teias,

desnudá- me a alma e meus olhos sangram.



Heroína de cristal, por terra, sem chão, sem

lugar nenhum, sem amor, uma dor sem pudor

sem troféu.



No vazio mais profundo que minhas retinas alcançam,

em um espaço absurdo e louco, um prelúdio de mim mesma

empunhando almas.