A forma das coisas
(de William Adriano)

Cada pensamento se desgarra de suas raízes impulsivas
Quando o silêncio arrebenta a linha da pipa livre

É aí que ela sobrevoa livremente o céu
Desapegada da mão do condutor

Várias crianças das nossas antigas deturpações
Saem correndo em busca da queda livre da mesma

Mas ela ao se libertar e correr livre pelo céu
Não tem mais dono, nem linha e nem destino

Cairá onde o vento imprevisível a levar
A nossa perseguição terá por fim então

Veremos que ela ganhou uma nova forma e estrutura
Não está mais apegada à linha dos nossos preconceitos

Voa livre, pluma sem rumo
Voa leve, paina sem dono
Tateando as brancas nuvens
Dentro de nossos corações

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