Labirintos

30 de Dezembro de 2011 William Adriano Poesias 460

Labirintos
(de William Adriano)

A porta é adornada com hospitaleiras guirlandas
O espetáculo começa e todos ficam admirados
De repente o som dos instrumentos se distorce
E o coração já não diferencia o buraco ou a porta

Se antes todos brincavam de roda alegremente
Agora o trote é de se esconder de si mesmo
Infelizmente alguns nunca mais se acham
Outros ficam se buscando pela eternidade

Cegos num labirinto de paredes invisíveis
Todos se falam, mas ninguém se entende
A luz esta ao alcance mais ninguém a vê
Mas o que é humano e bom ainda os quer

Alguns ainda que cegos, podem escutar a voz
Uma voz que vem de dentro dos corações
Alguém que lhes resgata e lhes cuida com bem
Tira-lhes de um labirinto fictício, porém mortal


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