Tanta coisa capitosa
Nasce em teu seio vivaz,
Ó dama sensual dadivosa!
Vês? O homem não é capaz

De contigo fazer uma aliança,
O teu reino não devastar
Porque tu és a esperança
Da vida o estilo mudar.

Rica em verde e em aragens,
Gestante do ouro negro febril,
Mãe de tantos animais selvagens
Teus rios são as veias do Brasil.

Teu mato agitado lembra os cabelos
De Diana cavalgando no Olimpo.
Por ti o mundo sente desvelos,
Mas te fere com o punhal do garimpo;

Extirpando do teu solo escondidas
As gemas que são para o sol
Rede de transmissão tecida
Em forma de imenso lençol;

Distribuindo a divina energia
Emanada da mente do criador
Das estrelas, da noite e do dia,
Para o teu ventre de vida gerador.

Amazônia bela tu és brasileira
Nua provocando desejos infernais
Em forasteiros que te querem inteira
Como repasto dos seus pecados capitais.


27/05/06.