Tanta gente me amou,
mas não senti o mesmo.
Eu vivia à esmo,
sedento de emoções.

Eu tive muitas paixões...
Muitas. Ao mesmo tempo.
Meu coração era o momento.
Meu desejo era o amor.

Não vou falar de dor,
porque a dor que eu sentia,
eu curtia:
transformava em poesia.

E no meu universo eu sabia
reinar com alegria,
e mandar a tristeza
para outra freguesia.

A.J. Cardiais
25.01.2010