Matrix

08 de Fevereiro de 2012 Doug Mota Poesias 339

Caiu que nem patinho, iludiu-se cegamente
Exatamente como eles queriam
Da cara dele, os poderosos riam
Mesmo avisado, não preocupou sua mente
Nunca parou para raciocinar
Que sua vida viria a findar
Se ele não saísse daquela caverna
Barreira de todo o conhecimento
Produtora da ignorância eterna
Assassina por consentimento.

Era visto como uma ovelhinha no curral
Inocente, controlável, inofensiva
Nenhuma grave ameaça ativa
Uma reles cabeça de gado normal
Se não despertar logo dessa leve morte
Sua única esperança de vida será a sorte
De sair ileso à maldade da sociedade
Sem lutar como um guerreiro da resistência
Apenas mais um carneirinho na legalidade
Um futuro túmulo sem relevância.

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