Eu queria causar-lhe calafrios, fazê-lo perder o chão.
Queria levá-lo à loucura e fazê-lo voltar à sensatez,
Movendo seu mundo com meus dedos e inquietando todo seu ser.
Provocá-lo com o toque macio da minha pele,
Fazê-lo estremecer com meu cheiro
Enlouquecê-lo com meus beijos
E tocá-lo onde mais provocar sensações de puro prazer
Apertá-lo contra meu peito, e sentir-me presa no seu abraço.
Desejando-me com sofreguidão, mantendo a ternura.
Queria fazê-lo me sentir, pequena, em seus braços,
fervendo nas suas mãos
E que isso o fizesse feliz.
Queria ser seu ar, ser seu chão, ser seu mar.
Queria ver prazer eu seus olhos ao estar em minha companhia
E ter seu corpo todo voltado para mim.
Queria ser a única mulher que seus olhos fitam,
Mas, por sua própria escolha.
Fazê-lo flutuar, perder os sentidos e retornar.
Completá-lo, misturar-me,
Perdendo-me em sentimentos intensos com a certeza de que há reciprocidade.
Queria ser a realização de seus desejos, a mulher com a qual ele sonha,
A personificação daquilo que ele ama;
Tudo o que admira, sua grande amiga, a melhor amante.
Queria sabê-lo meu, pois já sou dele, numa possessão louca.
Um desejo insano, um amor profano e por vezes pueril.

* Escrito em 11 de dezembro de 2007