E por falar em poesia, por onde andas?
Falando em nós, por que te sinto?
À distancia, a dureza
Nula, claro labirinto.

E se me escapas veia à fora,
Morro aos poucos, via a dentro
E se voltas, vertigem...
Goteja a boca, duro tormento.

E nenhum vocábulo, voz velada,
É capaz de expressar-te, nota perdida.
Teu leito em desalinho, no escuro, sem nada,
Teu lirismo que mais é que vida?