COMTEMPLAR ROTO E TORTO
jTorquato – o Alagoano

Não te vejo mais em meus sonhos, perdi teu rosto.
Acompanhei-te até a curva, descobriste a pedra.
Eu tombei você seguiu, não viu.
Meu caminho tinha as pedras que o poeta falou,
O seu tinha o abismo que ele se esqueceu de falar.
No lugar de teus olhos, sonho estrelas,
No lugar das estrelas, vejo tua íris a bailar brilhos.
Quero que o físico se dane, você é o sutil.
Voce é meu sentimento, por isso sem rosto.
O poeta lembrou da pedra, esqueceu do abismo.
Mas eu me lembrei dos seus passos ouvindo o murmúrio do mar.
E do abismo o “você” transformou em cachoeira.
Roto, torto, miro o mundo sem o pisar.