Há momentos em que se desacredita de tudo,
Até do sabor da carne na hora do almoço.
Os sentimentos esvaziam-se de tempero.
O coração bate forte na tentativa do exorcismo.
Desse escárnio confrontando as tentações.

O ritmo de tudo se descompassa.
E os afazeres se tornam o martírio real.
As vozes dos que te cercam.
A música que lhe apetecia.

À noite, tudo vem à tona.
Renova-se o perigo da lona,
Da lama.

Mas sempre há tempo para a mudança,
Sem muita abastança,
Quem sabe em outro lugar.