As 24 horas de sempre

21 de Março de 2012 Victor Almeida Poesias 339

Há momentos em que se desacredita de tudo,
Até do sabor da carne na hora do almoço.
Os sentimentos esvaziam-se de tempero.
O coração bate forte na tentativa do exorcismo deste escárnio confrontando as tentações.

O ritmo de tudo se descompassa.
E os afazeres se tornam o martírio real.
As vozes dos que te cercam,
A música que lhe apetecia.

À noite, tudo vem à tona.
Renova-se o perigo da lona,
Da lama.

Mas sempre há tempo para a mudança,
Sem muita abastança,
Quem sabe em outro lugar.
Quem sabe noutro dia.

Como fiz agora.
Esperei para terminar esse texto.
E essa angústia,
Essa, supracitada,
Como num passe de mágica,
Se dissolveu,

E evaporou.


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