As minhas palavras
são como ferro em brasas.
Vibram com suas asas
de jitirana boia.

Esta serpente voadora
enganadora
que nem "óia".
Voa cega pela floresta
e onde se encaixa, mata.

As minhas palavras
saem doidas pelo ar...
Se for para alegrar,
que assim seja.

Se for para derrubar,
olhe a rasteira.
A minha capoeira,
nem sempre
é de brincadeira.

Eu danço na frente,
e traço um gingado...
Jogo a palavra
e espero o resultado.

A. J. Cardiais
05.01.2011