Passando pelos espinhos vi
Eterno choro e prantos
Oh! as frases do vento reli
Um bravo áspero momento

A sorte de quem não tinha
Pesares do mar soluçando
A fera chuva que vinha
O véu da alma rasgando

O silvo da selva insana
Frescor do rosto molhado
Que dos olhos insipidos emana
O frasco do fel quebrado

Parei eu nessa chuvosa paragem
No repouso da fecunda dor
Num jardim umido de aragem
No suspirar de meu próprio labor

Oh! Quem dera ser vazio
Pra ser levado aos ventos
Que num ultimo suor frio
Nos braços da vida, um acalento.

CJJ