Estações de uma Memória Solitária

24 de Março de 2017 Pr CJJacinto Poesias 256

Beijo a alma do passado
Um risonho desabrochar que o tempo deixa
Nos jardins perpétuos de todas as minhas saudades

Beijo a alma do tempo que se foi
Um sorriso marcado nas paginas sagradas
Dos sentimentos escritos com as lagrimas de um adeus

Beijo sem cessar os regaços dos anos idos
Com certezas que se esconderam nas cortinas da vida
Todos aqueles naufrágios que a areia estampou na caminhada

Eu já não sabia que os sentimentos florescem na saudade
Não tinha me esquecido que a memória também é um caminho
Eu apenas cultivo a solidão e penso...

Beijo a alma de meus belos momentos
Uma alegria que parece ser a doçura de todos os outonos
Uma eterna tarde onde o sol pinta o poente de fogo

Beijo todas as folhas da história da minha vida
Uma lágrima é um ponto final na minha história
Nasci, vivi e morri, como qualquer homem mortal, que passou por este mundo


Clavio J. Jacinto

Esse texto está protegido por direitos autorais.
Cópia, distribuição e execução são autorizadas desde que citados os créditos.

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